Vagas para atendimento – violência e abuso sexual

Informamos à comunidade que estão abertas inscrições para o grupo “Cuidado Vigilante” de atendimento às pessoas que vivenciaram situações de violência por ocorrência de abuso sexual. O atendimento será destinado a mães e filhas (a partir de 09 anos de idade). O atendimento consiste em 5 encontros de 1h30 cada um, que ocorrerão uma vez por semana, às terças feiras. Os atendimentos serão acompanhados pela prof. Dra Marlene M Marra.

As pessoas que tiverem interesse em participar deste grupo devem telefonar nas quintas-feiras para o número (61) 3107-9102 informando interesse no grupo “cuidado vigilante”.

Atenção: como quinta-feira é o dia de inscrições gerais para atendimento no CAEP, aqueles que buscam participar desta atividade em específico devem informar que desejam participar do grupo “cuidado vigilante” ao falar com o atendente.

Solicitamos divulgação desta chamada nas redes.

Atenciosamente,

Equipe CAEP

Inscrições Especiais em Clínica do Trabalho

O CAEP divulga mais uma abertura de inscrições especiais para atendimento dentro do Projeto Práticas em Clínica do Trabalho.

Este projeto destina-se a trabalhadores que apresentam necessidade de atendimento psicológico relacionada ao sofrimento no trabalho. Serão atendidas pessoas que mantém algum tipo de vinculo com o trabalho e que se encontrem em alguma das seguintes situações:
  • Riscos de adoecimento ocupacional;
  • Situações de estresse pós-traumático, assédio moral, tentativas de suicídio e acidente de trabalho;
  • Afastado temporariamente do trabalho por doença ocupacional;
  • Em processo de readaptação laboral.
O atendimento pode ser individual ou coletivo e ocorre semanalmente.
O contato pode ser feito pelo e-mail clinicatrabalho@unb.br ou  no whatsapp  pelo número (61)99370-7480

 

As vagas são limitadas.

Sobre ser mulher e ser homem

*por Elisa Reifschneider

Nesta semana em que comemoramos o Dia Internacional das Mulheres é importante perceber que a desigualdade se veste de muitas formas e é construída socialmente e mantida por práticas cotidianas. Todos se revoltam quando uma menina é estuprada, ou quando uma mulher é assassinada brutalmente. No entanto, nem sempre paramos para pensar que estes atos extremos aparecem dentro de um cultura maior de silenciamento e desqualificação da opinião feminina, de desrespeito e objetificação das mulheres nos comerciais, de desigualdade no ambiente de trabalho, de piadas maldosas,  de desigualdade no compartilhamento de tarefas domésticas, de ausência de destaque na mídia e no relato histórico de modelos positivos femininos… pare e note: a violência é construída no cotidiano.

Basta entrar em uma loja de brinquedos para observar a diferença gritante entre as expectativas que temos para nossos meninos e as que reservamos para nossas meninas. Meninos são encorajados a brincar de astronautas, cientistas, piratas, heróis, esportistas, detetives… mexem com carrinhos e máquinas em brincadeiras que despertam a curiosidade, a coordenação motora, a habilidade matemática, a percepção espacial, o planejamento, e várias outras habilidades que são importantes para prepará-los a escolher a profissão que quiserem.

Já as meninas são encorajadas a limpar a louça, lavar as bonecas, cuidar da aparência e da casa…

Na adolescência meninas são muitas vezes encorajadas a competir e desconfiar de suas amigas, já os meninos são encorajados a apoiarem-se, ajudarem-se, serem unidos.

Quando crescem e dividem uma casa a norma é que em casais heterossexuais a mulher seja responsável pela maior parte se não todas as tarefas domésticas, mesmo que trabalhe tanto quanto ou mais que o parceiro. De forma geral os homens, quando muito, “ajudam” – sinal claro que não se percebem co-responsáveis pela organização e limpeza do lugar onde moram. Quem ajuda faz um favor, certo? O justo seria dividir, compartilhar, perceber que aquela tarefa é deles também.

Pense no seu cotidiano, onde começa a violência e a desigualdade de gênero?

No trabalho muitas vezes há diferença de remuneração entre homens e mulheres pelo mesmo trabalho exercido e as mulheres são prejudicadas em processos seletivos para cargos de destaque e liderança. Sabemos por meio de pesquisas que um nome feminino no currículo diminui a chance de contratação, quando as qualificações listadas são idênticas a de um currículo com nome masculino. Um tempo atrás um experimento mostrou que para a seleção de músicos uma cortina que não permitisse ao comitê selecionador ver se o músico era homem ou mulher aumentava muito o número de mulheres escolhidas. Estes são pequenos exemplos das muitas dificuldades encontradas.

Pense: você torce o nariz se entrar em um avião e o piloto for mulher? Se entrar em um táxi e ver que quem está dirigindo é mulher? De ser operado por uma mulher? De ter uma mulher como engenheira responsável por uma obra? Se a resposta for sim, pergunte-se porque. Afinal, nenhuma destas tarefas tem qualquer coisa a ver com o sexo de quem irá executá-las.

Se considerarmos o que vemos na TV e nas revistas aí mesmo a coisa complica. Substitua as imagem de mulheres por homens nos comerciais que você encontra. Homens deitados sensualmente sobre carros, homens fazendo caras e bocas segurando uma cerveja, homens com pouquíssima roupa vendendo qualquer objeto que seja. Deu para perceber o ridículo e absurdo desta situação? E porque achamos normal vermos as mulheres mostradas assim? O que isso nos diz a respeito do que pensamos sobre como o corpo das mulheres deve ser tratado?

Ainda temos muito a caminhar para diminuirmos as injustiças e eliminarmos as violências. Este é um trabalho que começa com cada um, ao termos a coragem de refletir as nossas práticas e mudá-las.

Fica o convite.

* psicóloga clínica do CAEP.

Divulgação: seleção de mestrado e doutorado

Divulgamos que foi publicado o edital da seleção para mestrado e doutorado no Programa de Psicologia Clínica e Cultura (PPG-PsiCC) da Universidade de Brasília.

LINHAS DE PESQUISA:

  • Processos Interacionais no Contexto do Casal, da Família, do Grupo e da Comunidade;
  • Psicanálise, Subjetivação e Cultura;
  • Psicopatologia, Psicoterapia e Linguagem;
  • Saúde Mental e Cultura;
  • Psicologia da Saúde e Processos Clínicos

As inscrições são realizadas pelos Correios e vão de 13/03/2017 a 31/03/2017 .

Segue o Link para consulta aos Editais: http://www.psicc.unb.br/selecao

Comunicado: Horário de funcionamento

Informamos à comunidade sobre os horários especiais do CAEP na semana de 27/02/2017 a 03/03/2017, confira:

27/02, 28/02 e 01/03: FECHADO (Ponto Faculativo, conforme Portaria n. 369, de 29 de novembro de 2016, expedida pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e publicada no DOU n. 229, de 30 de novembro de 2016)

02/03: FECHADO para dedetização do centro.

Solicitamos que os terapeutas informem seus pacientes e façam os ajustes necessários.

Janeiro Branco – quem cuida da mente cuida da vida. :)

Receita de Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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A virada de ano é um momento em que avaliamos o ano que se passou, o que foi realizado, o que deixamos de fazer, emoções, sentimentos, tudo o que foi vivido. A chegada do novo ano representa um momento de oportunidades e mudanças, criam-se resoluções e metas para o ano que se inicia.

A partir destas ideias, foi criada, atualmente em âmbito nacional, a Campanha Janeiro Branco, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental.

Amanhã, dia 07/01, às 9:00, no Quiosque do Atleta – Parque da Cidade, será a inauguração oficial da campanha no DF. (maiores informações, clique aqui)

 

#JaneiroBranco o CAEP apoia essa ideia 🙂

janeiro-branco

http://janeirobranco.com.br/