Pesquisa sobre comportamento de travessia de pedestres

Estamos ajudando a divulgar a pesquisa da Márcia Lopes Rodrigues de Souza, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Transportes da UnB (PPGT/UnB). Segue a apresentação do trabalho, nas palavras da pesquisadora:

“A pesquisa, de tema “Comportamento de travessia do pedestre na presença de passarelas implantadas em rodovias inseridas em áreas urbanizadas”, tem como objetivo entender como o pedestre reage ao realizar travessia na pista ou na passarela. Esse estudo pretende fornecer subsídios para avaliação de políticas públicas que apoiem a promoção da segurança de pedestres, na elaboração e revisão de estudos de viabilidade para a implantação de passarelas. 

O tempo médio estimado para resposta do questionário é de 10 minutos. Para respondê-lo acesse o link  https://forms.gle/XR5ypUu4Y4mKo9ST7

Todos os dados coletados serão mantidos em sigilo e utilizados com única e exclusiva finalidade de produzir conhecimento científico.

Essa pesquisa foi revisada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais (CEP/CHS) da Universidade de Brasília.”

Agradeço sua colaboração na divulgação desta pesquisa!”

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Eleição para a Coordenação do CAEP

Atenção alunos, técnicos e professores do IP/UnB! Recentemente tivemos a eleição para a direção do IP, agora é a vez de eleger a coordenação do CAEP para a gestão 2021-2022. A consulta será feita nos mesmos moldes que a do IP e o sistema Helios Voting será utilizado novamente. As senhas de votação serão enviadas até 19/10/2020. Caso não receba a senha, solicite até 21/10/2020 pelo email comissaoeleitoralip@gmail.com. A votação será nos dias 22 e 23/10/2020, até 17h. Após esse horário, a votação será encerrada e os votos serão apurados. Participem e votem!

Pesquisa sobre saúde mental de estudantes da UnB

Se você é estudante da UnB, participe dessa pesquisa que tem como foco a saúde mental do estudante universitário da UNB!

A pesquisa está sendo conduzida pela Samantha Kênia Abreu (sakeniasocial@gmail.com), assistente social e pós-graduanda da faculdade de Ciências da Saúde e foi aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Ciências da Saúde sob o número 4.267.098.
Este estudo visa explorar as possíveis interferências sociais, econômicas e de estilo de
vida como possíveis fatores estressores que podem impactar diretamente na saúde dos estudantes universitários da Universidade de Brasília.

Não haverá a identificação de participantes.

Participem da Pesquisa respondendo ao questionário que está disponível em:
https://forms.gle/nT49RVUpyAw5khXR7

Caso já tenha respondido ao questionário ajudem a divulgar para que mais estudantes
possam participar deste estudo!!!! Obrigado


Mudança de Hábitos

Há momentos em nossa vida, especialmente em circunstâncias repentinas, como as calamidades e as pandemias, que exigirão alteração do conjunto de nossas condutas pré-estabelecidas, buscando ajustamento. Naturalmente, isso poderá gerar dificuldades, de maior ou menor grau, convidando-nos à mudança de hábitos que regem parcela importante da nossa vida. Hábitos são respostas automáticas que foram construídos ao longo de repetições bem-sucedidas. Ajudam a aliviar a sobrecarga mental, dando-nos ligeireza nas decisões. Imagine ter de pensar, a todo instante, o que e como fazer as coisas, nos mínimos detalhes? Os hábitos são difíceis de romper, exigindo esforço e compreensão de nossa parte em face das novas circunstâncias. Por exemplo, relativas à alteração na rotina doméstica; ao convívio com os filhos; à estrutura e à dinâmica do trabalho; à ausência ou ao distanciamento físico daqueles que mais amamos; às proibições de circulação na cidade. Diante disso tudo pare um pouco! Analise a extensão das ocorrências. Tenha paciência. Trace outros planos e metas acessíveis de mudança, implantando-as paulatinamente. Esforce-se. Construa outros hábitos mais ajustados ao momento. Não será fácil. Obtenha apoio compartilhando dificuldades com amigos e familiares para seguir confiante. Seja tolerante consigo e com os outros. Eles podem estar passando pelo mesmo processo que você; talvez, com maiores dificuldades.

Para saber mais sobre o hábito:

Neal, D. T., Wood, W., & Quinn, J. M. (2006). Habits – A repeat performance. Current Directions in Psychological Science, 15(4), 198-202.

Duhigg, C. (2012). O poder do hábito: Por que fazemos o que fazemos na vida e nos negócios. Rio de Janeiro: Objetiva.
*Fábio de Cristo, psicólogo (CRP-17/1296) e professor na FACISA/UFRN.
Página pessoal: http://www.docente.ufrn.br/fabiodecristo

Isolamento não é férias, mas você pode passear virtualmente

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Ficar em casa nesse momento é um ato de cuidado, carinho e responsabilidade com o próximo. Se você é saudável e jovem cabe a você proteger os mais vulneráveis, aqueles que tem condições de saúde pré-existentes e os mais idosos.

A principal forma de proteger é uma: fique em casa. Quanto menos pessoas circulando na rua menor é a rapidez de propagação do vírus. Um dos principais problemas de qualquer epidemia é sobrecarregar os serviços de saúde desnecessariamente, gerando um pico de demanda que em muito excede a capacidade dos serviços. E aí sim morre-se muita gente, dessa doença e de outras, por impedimento de acesso a cuidados que em hospitais menos lotados seriam simples. Se você tem dúvidas a respeito de como isso funciona, veja as simulações de contágio, que mostram a quantidade e rapidez de pessoas contaminadas a partir de quanta gente circula por aí. No primeiro quadrinho as pessoas circulando livremente – todo mundo fica doente muito rápido e o sistema não dá conta. No último as pessoas fortemente isoladas em casa – leva muito mais tempo para as pessoas ficarem doentes, e o sistema dá conta de ajudar quem precisa. Segue o link pra quem quiser ver: https://www.washingtonpost.com/graphics/2020/world/corona-simulator/

Vamos tomar cuidado também com o compartilhamento de mensagens recebidas por whatsapp. Utilizem o serviço de fato ou fake para checar antes de repassar, é fácil de usar. É um cuidado que podemos ter com a coletividade, que deixo como sugestão. https://g1.globo.com/fato-ou-fake/

Além de arrumar o quarto (hehehe!), aproveitar pra dormir e  fazer videochamadas com os amigos e família vamos ajudar vocês a terem opções para se entreter em casa. Segue uma lista de opções culturais que podem ser acessadas online gratuitamente, compiladas pelo pessoal da KYO:

Concertos:
A filarmônica de Berlim tem dado seus concertos online:
http://www.digitalconcerthall.com

Museus online:

1. Pinacoteca de Brera – Milano https://pinacotecabrera.org/

2. Galeria Uffizi – Firenze https://www.uffizi.it/mostre-virtuali

3. Museu do Vaticano – Roma http://www.museivaticani.va/content/museivaticani/it/collezioni/catalogo-online.html

4. Museo Arqueológico – Atene https://www.namuseum.gr/en/collections/

5. Prado – Madrid https://www.museodelprado.es/en/the-collection/art-works

6. Louvre – Paris https://www.louvre.fr/en/visites-en-ligne

7. Museu Britânico – Londra https://www.britishmuseum.org/collection

8. Museu metropolitano – New York https://artsandculture.google.com/explore

9. Hermitage – San Pietroburgo https://bit.ly/3cJHdnj

10. Galeria Nacional de Arte – Washington https://www.nga.gov/index.html

11. Museu de Arte de São Paulo – https://artsandculture.google.com/partner/masp?hl=en

12. The J. Paul Getty Museum – Los Angeles
https://artsandculture.google.com/partner/the-j-paul-getty-museum?hl=en

13. Van Gogh Museum – Amsterdam
https://artsandculture.google.com/partner/van-gogh-museum?hl=en

14. Rijksmuseum – Amsterdam
https://artsandculture.google.com/streetview/rijksmuseum/iwH5aYGoPwSf7g?hl=en

15. Pergamon Museum – Berlin
https://artsandculture.google.com/entity/pergamon/m05tcm?hl=en

16. Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea – Seoul
https://artsandculture.google.com/partner/national-museum-of-modern-and-contemporary-art-korea?hl=en

17. Musée d’Orsay – Paris
https://artsandculture.google.com/partner/musee-dorsay-paris?hl=en

18. Guggenheim Museum – New York
https://artsandculture.google.com/streetview/solomon-r-guggenheim-museum-interior-streetview/jAHfbv3JGM2KaQ?hl=en

Além disso, para quem tem criança em casa, várias blogueiras/instagrammers estão fazendo contação de histórias. Segue a lista:

•Fafa Conta 10:30h (seg, qua e sex) e 16:30h (ter é qui).

https://instagram.com/fafaconta?igshid=t2fn2qnupqeg

•Mãe que lê 11:00h.

https://instagram.com/maequele?igshid=1tj1iqzc74as9

•Carol Levy as 11:30h.

https://instagram.com/carollevy?igshid=14yiw5frorjpy

•Marina Bastos as 12:30h.

https://instagram.com/marinabastoshistorias?igshid=fi0zcqwblr0z

•Camila Genaro 15h.

https://instagram.com/camila.genaro?igshid=1kski4hms7j55

•Fafá Conta.

https://instagram.com/fafaconta?igshid=t2fn2qnupqeg

•Marina Bigio.

https://instagram.com/marianebigio?igshid=14orckr43lfa6

O que mais você conhece? Adiciona nos comentários!

Vamos passear virtualmente e cuidar uns aos outros!

Balanço mídias sociais 2019

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Fim de ano é época de balanço e ficamos felizes em poder dizer que as mídias sociais do CAEP estiveram presentes na vida de muita gente em 2019. Nosso site teve 25.440 visualizações, sendo 93% do Brasil e 7% de outros 33 países, dos quais se destacam 1521 visualizações dos EUA. Isso que praticamente não tivemos reportagens novas este ano e o site serviu principalmente como repositório de informações já consolidadas.

Em contrapartida nosso instagram cresceu e floresceu. Foram 134 posts que receberam 8126 likes. Fechamos hoje com 1953 seguidores. Por fim, nosso facebook fechou o ano com 1286 seguidores.

Agradecemos o apoio e participação de todos! Esperamos poder fazer mais e melhor ano que vem.

Quem quiser contribuir pode seguir a gente lá no insta e marcar nosso perfil em eventos gratuitos que possam ser divulgados e que tenham a ver com saúde mental. Quem quiser ajudar na construção de materiais para o blog pode buscar no CAEP uma das administradoras do blog/face e insta (mas não dos emails! 😉 – Elisa ou Camila.

Boa entrada de ano a todos nós!

 

O que você deseja para o ano que vem?

Com o fim do ano chegando é natural parar para refletir sobre o ano que passou, quais foram as conquistas e as dificuldades, quais desafios ficam para o ano que vem.

A gente tem essa prática – resoluções de ano novo, lista de objetivos, promessas para o ano que vem. O que acontece que na maior parte das vezes não conseguimos segui-las?

Todo grande objetivo é composto de partes menores. A dica é pensar em detalhes quais são essas partes, em qual sequência elas estão e o que é preciso para alcançar cada uma, tanto em termos de habilidades a serem desenvolvidas, quanto tempo e recursos.

Dessa maneira você consegue montar um mapa de passos menores que precisam ser atingidos para depois atingir o objetivo final. Isso é vantajoso porque você consegue ver o seu progresso mais facilmente, o que ajuda a se manter motivado. É também mais fácil ver o que não está indo bem, e fazer os ajustes necessários.

Para que esse processo tenha maiores chances de dar certo, vão aí algumas orientações:

A meta deve ser específica, detalhada.
Ela deve ser mensurável – é importante você conseguir objetivamente afirmar se foi atingida ou não.
Ela deve ser atingível, ou seja: embora seja um desafio, deve ser realista. Isso implica em avaliar os seus recursos físicos, mentais, financeiros, temporais.
Ela deve ser relevante, ou seja, ser importante e alinhada com o objetivo maior
Ela precisa ter um prazo de execução.
Ela deve ser redigida em algum lugar e não ficar só na cabeça.

Como fica isso na prática? Um exemplo bem simples que ajuda a ilustrar esses passos:

Ao invés de fazer uma resolução do tipo “vou ser mais saudável”, você tem mais chances de conseguir mudar se dizer, por exemplo, “vou comer salada sem molho no almoço pelo menos 3 vezes por semana durante um mês”.

É  possível especificar a meta mais ainda: que tipo de salada, qual a quantidade, ou deixá-la um pouquinho mais geral, mas de qualquer maneira já é um avanço em relação à ideia difusa do saudável. É lógico que esse é um exemplo simplista, mas dá uma ideia do método.

Se isso ainda for muito difícil uma outra forma inicial é pensar na direção geral que se quer ir e depois pensar no menor micropasso que é possível de ser instituído hoje e que vai nessa direção. Por exemplo: digamos que eu queira ser mais sociável e que estou entrando num dos prédios da UnB. O menor micropasso que posso fazer imediatamente é cumprimentar o porteiro do prédio. Isso te mantém na direção geral da mudança que você quer realizar e tem um custo muito pequeno.

E aí, quais são seus desejos e suas metas pro ano que vem?

…….

(Ah, esse tipo de jeito de montar metas é uma das variações das Metas SMART, do inglês: specific, measurable, attainable, realistic e time bound.)

Recursos de saúde para lidar com a pressão do fim de semestre

Moçada! Sabemos que esse momento de fechamento do semestre pode ser ultra punk, com várias provas e trabalhos. Pensando nisso o pessoal do Grupo Entrelinhas separou para vocês alguns apps, sites e indicações de textos que podem ajudar a lidar com a ansiedade e pressão desse momento. Segue a listagem. Tentamos dar ênfase a materiais em português e gratuitos. Lembrem-se sempre de que buscar ajuda é uma forma de cuidar de si.

 

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Práticas em Clínica do Trabalho

Para esta semana, em que temos o feriado do Dia do Trabalho, convidamos o grupo do projeto Práticas em Clínica do Trabalho para escrever um pouco mais sobre a importância do espaço que o grupo oferece a quem vive situações de sofrimento no trabalho. O texto, escrito a seis mãos, é assinado pelo estagiário de psicologia Arthur Veleci, pela Psicóloga Laene Gama e pela Profa. Ana Magnolia Mendes.


Práticas em Clínica do Trabalho

O projeto Práticas em Clínica do Trabalho constrói-se pelo  atendimento clínico individual, referenciado no projeto de pesquisa Escuta Clínica do Trabalho que articula a teoria e a clínica psicanalítica com a crítica social. Tem como propósito construir destinos políticos e éticos para o sofrimento, atuar no tratamento das psicopatologias e nos processos de adoecimento no trabalho.

É realizado na Clínica-Escola CAEP/UnB – Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos da Universidade de Brasília por estagiários de graduação e de pós-graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia, Departamento de Psicologia Social e do Trabalho. Supervisão Clínica: Profa. Ana Magnólia Mendes, Coordenação: Laene Pedro Gama. Contatos: clinicatrabalho@unb.br; +55 (61) 993707480 (wpp).

O trabalho possui diversas definições e, ao longo da história humana, sempre se fez presente. Essa atividade não é apenas uma relação de emprego e salário, ao contrário, possui um papel central para as pessoas. É comum, quando perguntamos a alguém: “quem é você?”, escutarmos a profissão da pessoa como resposta, isso demonstra a importância do trabalho para os indivíduos. O marco da escuta clínica que permeia o presente projeto é o pressuposto de que o trabalho promove uma dupla transformação: o ser transforma a natureza com o seu trabalho e o trabalho transforma o ser, logo o trabalho é formador do ser.

Apesar dessa característica formadora e emancipatória do trabalho, a sociedade tem acompanhado, cada vez mais, diversas queixas relacionadas ao sofrimento na atividade laboral, os profissionais são confrontados com rotinas cansativas, cobranças que vão além do limite, atividades repetitivas e a ameaça do desemprego, é comum que os trabalhadores apresentem uma falta de satisfação com os modos de organização do seu trabalho, a divisão das tarefas, o excesso de controles e prescrições, a falta de autonomia, a opressão, o estilo de gestão e suas escolhas profissionais. Frente a esse cenário o projeto Práticas em Clínica do Trabalho  é destinado a trabalhadores que vivenciam:

Sofrimento pela falta de reconhecimento, de sentido do trabalho, esgotamento emocional (burnout) e estresse, e pelos sentimentos de inutilidade, de aprisionamento, de injustiça e de desânimo;

Danos psicossociais relacionados a sobrecarga, violência e assédio moral, estresse pós-traumático, acidente de trabalho, processo de readaptação funcional, transtornos psicossomáticos e psíquicos relacionados ao trabalho;

Insatisfação com os modos de organização do seu trabalho, a divisão das tarefas, o excesso de controles e prescrições, a falta de autonomia, a opressão, o estilo de gestão e suas escolhas profissionais;

Pode-se acrescentar que essas situações que levam o trabalhador ao adoecimento, muitas vezes são relativizadas pelos próprios gestores ao tentar naturalizar a opressão. O que torna essas figuras que são centrais na organização do trabalho peças dentro de um sistema que reduz o trabalhador ao nada.

Com a busca desenfreada pelo aumento da produtividade, típica do modelo capitalista de produção, o trabalho vem perdendo sua característica formadora para ser substituído por uma atividade cada vez mais “engessadora”, esse modelo voltado para o mercado atinge desde as repartições públicas, que têm lidado com uma constante precarização e sucateamento de sua estrutura, até a consolidação das leis trabalhistas, que vem sendo flexibilizada e com isso os direitos que ela garante vão sendo tirados da população.

Diante dessas condições, a escuta clínica não dá conta de solucionar todas as contradições do sistema de produção capitalista, mas tenta ser um espaço onde o desejo do trabalhador que sofre seja reconhecido e, por meio disso, ele se descubra como um sujeito do desejo e tenha na sua existência ético-política uma possibilidade de tornar-se um sujeito vivo do trabalho.